Amazonas
A psicanálise de A a Z


A psicanálise acolhe todos os saberes que funcionem para a consideração do Inconsciente. Inconsciente: campo de recepção plerômica. Freud apresenta uma só libido, para além de mal e bem, como fundação de um monismo que se expressa dualisticamente em uma pulsão contrariada pela resistência. Crítica às ciências cognitivas. Toda formação é ideológica. A postura não-ideológica da psicanálise.




O GROTESCO: TRANSFORMAÇÃO E ESTRANHAMENTO
Aristides Alonso

Consideração de um aspecto fundamental do Grotesco e suas relações com o Unheimliche (Freud), o Estranhamento, a partir do modelo teórico da Nova Psicanálise ou NOVAmente.



 
O que é MATRIX?
Adriana Italo

Sem dúvida, este artigo será bem mais interessante para aqueles que assistiram à trilogia, mas basta já ter ouvido falar. Darei elementos suficientes para que o leitor se guie razoavelmente bem pelos meandros da história. Entretanto, por vezes, o leitor poderá se sentir um pouco confuso e um tanto aturdido como "Alice despencando pela toca do coelho". Nada tema, vá diante, faz parte do movimento do texto algumas idas e vindas, entre notas e glossário. Creio que ao final, terá sido, ao menos, uma leitura ilustrativa. O pequeno glossário de referências The Matrix está em ordem alfabética, situa-se no final do apêndice e algumas palavras no corpo do texto, assinaladas com o asterisco (*) remetem a ele.



 
A 'HIPÓTESE DEUS' E A DEDUÇÃO CIENTÍFICA DA PSICANÁLISE:

Considerações Preliminares
Nelma Garcia de Medeiros

Considerações preliminares a um programa de pesquisa que investiga as relações entre psicanálise, religião e ciência. O artigo parte da idéia psicanalítica contem-porânea da inarredabilidade, para a Mente, de uma "hipótese Deus" como necessária proposição de um transcendente que pode ou não comparecer em vazio. É da hipótese Deus que se busca (1) fornecer uma definição conceitual de mística para, daí, estabelecer sua comunicação com o campo psicanalítico e científico; (2) apresentar e discutir as idéias de razão transcendental monista, razão transcendente monoteísta e ascese indiferenciante mística. O texto conclui com indicações teóricas e históricas que levam à hipótese da proveniência mística da ciência.



Temas da Nova Psicanálise

A postura da psicanálise. A Pessoa como obra de arte em progresso. A transferência como ordem política: amigo / inimigo. Sintoma não é virtude. Inconsciente: campo de recepção plerômica. Exercício da psicanálise: ser estrangeiro.





 
UMA NOVA MENTE NOS ESTUDOS EM COMUNICAÇÃO

A Transformática
Waldir Beividas

Comentário sobre o livro "Psychopathia Sexualis", de MD Magno, ressaltando algumas de suas reflexões centrais. Sobretudo, a proposta de uma nova teoria da comunicação (i.e., uma nova postura de mente perante o campo da comunicação) denominada Transformática. Seus pressupostos epistemológicos, sua fundação psicanalítica e suas estratégias de operação na observação e consideração dos fatos.



 
CAUSALIDADE PSÍQUICA HOJE*

Notas Sobre a Prática da Psicanálise
Potiguara Mendes da Silveira Jr.

Uma concepção de causalidade psíquica para, atualmente, pensar a política, a ética, e o direito. Visando tornar a psicanálise ciência, Lacan diferenciou o conceito de imago decorrente não de funções orgânicas, mas das identificações ideais. Hoje, a clínica das pessoas e do mundo considera o conjunto de três níveis: Primário (natureza, biologia, determinação), Secundário (simbólico, cultura, sobredeterminação) e Originário (pulsão, hiperdeterminação). Uma psicanálise capaz de fazer sua própria análise tornar-se exemplar das análises que promove.



 
A ARTE DA PILOTAGEM

Cultura, Política e a Nova Psicanálise
Aristides Alonso

O objetivo do presente texto é discutir as possíveis relações entre psicanálise e política. Mais precisamente, o que Peter Sloterdijk propõe como Hiperpolítica e MD Magno como Polética e seu modo de ação a partir do modelo do Revirão. No caso, interessa focalizar a política em sua significação mais elementar, como tudo aquilo que se refere à cidade (polis), suas formas de poder e possibilidades de governar em sentido genérico - justamente uma das tarefas que Freud considerava impossível, ao lado de educar e psicanalisar - e não tanto a discussão em torno da política como "razão de estado", embora esta seja também importante.