SEMINÁRIOS E FALATÓRIOS

O Pato Lógico

Resumo

Local: Sala no Shopping da Gávea
Situação: Publicado pela Aoutra editora, RJ, 1986, 2a ed.

Seminário de MD Magno no Colégio Freudiano do Rio de Janeiro.
São abordados Neurose, Psicose e Perversão, em função da Diferença Sexual, conforme sugestão de Freud em Sintoma, Inibição e Angústia.

O título indica a patologia da espécie humana: o ser falante – no que ele sofre dessa doença chamada Inconsciente por Freud, lembrando, ao mesmo tempo, que é como pato, aquele que cai na conversa do Outro, com seu logos, obediente de começo a algum preceito fundador, que o dito ser humano entra nessa pato-logia geral.

Sumário

Nota zero

A Esfinge e o Espelho

1 – 26 Abr: O sexo de Édipo 
Édipo, Narciso e Tirésias – Diferença sexual ou castração – Lévi-Strauss: interdição universal do incesto – O anedótico freudiano da diferença sexual – Falo (F) como operador lógico da diferença sexual – Indiferença originária – Estádio do espelho – Cogito cartesiano – Etologia: configurações pregnantes – Imaginário: relação biunívoca – Que programa o falante deve reconhecer? – Falta originária – Real como impossível – Substituição simbólica.

– Mar: A contrabanda
Psicanálise e seu uso da Topologia – Macro-teoria e micro-teorias em psicanálise – Entre o objeto topológico e a ordem lógica: representação – “A psicanálise é a arte de fazer nem-nem” – Características da geometria euclidiana – Características da Topologia – Descrição da banda de Moebius ou Contrabanda – A topologia do sujeito ($) é a topologia do corte – Corte é separação – A relação sexual é impossível – Formas de sutura – “A diferença é a sexão”.

 24 Mai: As transações de Narciso
“O fundamento da psicanálise não é ontológico, é ético” – O estatuto da falta para a psicanálise –Qual é a sexualidade do falante? – Esquema de inscrição sexual no animal (relação especular) – A sexuação no homem (radicalidade do espelho) – O espelho é a relação com Outro – O objeto aé como o espelho – Nodulação dos registros R, S e I – Lógica do Nó borromeano – A nodulação é sintomática – Instância paterna como função de nomeação – A marca distintiva do sujeito é o Outro.

– 0Jun: (H)A-Deus
Psicanálise é o único ateísmo verdadeiro – Deus é inconsciente – O inconsciente é alteridade – Significante lacaniano x significante lingüístico – As letras mínimas da constituição do falante: significante mestre (S1); saber (S2); Sujeito ($): entre um e outro significante; objeto a como resto das amarrações significantes – S (A) como condição lógica do campo discursivo – Metáfora paterna ou la père version – Diferença sexual e outro sexo – Interdição do incesto como proibição e como impossível – A metáfora paterna substitui a impossibilidade do Outro sexo – A estrutura do espelho – Falo: ordem do falante e diferença sexual.

5 – 28 Jun: FM-Histérico
O Outro não é totalidade significante – f-m histérico: ausência de marca da diferença sexual no falante – Nome do Pai: significante que, no Outro, é significante do Outro enquanto lugar da Lei – A Lei enuncia que a relação sexual é impossível – Lei e Desejo – Ver d’Há-de e Verneinung – Denegação e Renegação – Reconhecimento de eu é reconhecimento de alter ego no Estádio do espelho – Alienação do sujeito na Dialética do Senhor e do Escravo – Radical não-senso entre ser e não-ser – Juízo de atribuição e juízo de existência no texto Die Verneinung – Uma tradução de Verdrängung: repelão – Recalque e denegação – “A renegação é constitutiva do sujeito” –A dominante (no sentido musical) da denegação é o juízo de atribuição e a dominante da renegação é o juízo de existência – Diferença sexual como índice possível de distinção entre neurose, psicose e perversão – Nome do Pai na neurose, na psicose e na perversão.

O Patinho Feio

6 – 09 Ago: O filho da pata
Pato lógico e Nome do Pai – Construtos teóricos sobre a originariedade da falta em Psicanálise – Tornar-se falante: falesser – Nome do Pai é condição prévia no campo do Outro – A alíngua é o sintoma herdado pelo falante – Cultura como vigência sintomática do saber – Só se pode falar do impossível apresentando-o como proibido – Castração e sujeição ao campo do Outro – A universalidade da Lei não é o que a cultura mitifica – Nome do Pai como significante do faz-de-conta que vigora na cultura – Função paterna surge como ato simbólico que foraclui o real.

7 – 16 Ago: O pai do patinho
Nome do Pai como construto prévio ao sujeito – Estrutura da diferença sexual no animal e no “homem” – Homeostase (animal) x ex-sexo (“homem”) – “Não há o ser do homem” – Dois regimes de diferença sexual para o falante: tobe or notobehomem ou mulher – Renegação do ser – Para o falante, só há Hontologia – Desenvolvimento das fórmulas quânticas da sexuação – Renegação e função fálica.

8 – 23 Ago: A mulher do pateta
“Qualquer design da diferença sexual é de nível secundário” – Articulação simbólica determina a diferença sexual – Gozo fálico e gozo-a-mais – Avatares do feminino – Intercessões entre os dois regimes da diferença sexual – O inconsciente (Unbewusst) é Um-bi-visto – Dois níveis da diferença sexual a partir da função paterna: nível da renegação (NR) e nível anatômico (NA) – Subdivisão do nível anatômico: nível anatômico do sexo-próprio (NAP) e nível anatômico do outro-sexo (NAO).

9 – 20 Set: Inter-sexão: o patíbulo
Os três regimes da falta – Alienação x separação – A questão da clínica – O psicanalista está no registro da intercessão – Recalcamento, foraclusão e perversão: saídas estruturais para a diferença sexual – Neurose, psicose e perversão segundo os dois níveis da escritura da diferença sexual – Questões sobre a perversão.

10 – 04 Out: P-versão
Perversão polimorfa originária – Nível estrutural e nível anatômico da perversão – Os movimentos perversos do sujeito – Objeto feitiço da perversão – Nome do Pai e “escolha” de objeto – Perversão propriamente dita ou perversidade: fetiche ou substituição do Nome do Pai pelo objeto – Para o perversista o desejo do Outro só comparece pelo crivo do seu objeto – Quatro estruturas de perversão: versatilidade, perversão normal, perversidade e psicose perversiva.

11 – 11 Out: P-Neurose
Recalque caracteriza a neurose – Operação do recalque no nível da renegação – Ato perverso e “administração” neurótica – Construção do feitiço na neurose é compromissada com o recalque – Sexo-próprio e sexo-outro na histeria – Sexo-próprio e sexo-outro na neurose obsessiva – Estrutura própria da fobia – Construção do objeto fóbico.

12 – 18 Out: P se cose
Foraclusão do Nome do Pai – Psicose e renegação – “Para a psicose, a Lei é puro enunciado” –Decalque e recalque – Distinções entre esquizofrenia e paranóia – Conjeturas sobre psicose maníaco-depressiva – Psicose perversiva – Feminino é da ordem de uma pseudo-psicose – Crítica ao conceito de esquizofrenia em Deleuze-Guattari – Es’ética freudiana.

13 – 06 Dez: Ensaio geral da patota
Resumo das estruturas pato-lógicas apresentadas na segunda parte do Seminário – Apresentação dos esquemas da pato-logia, propostos a partir da renegação originária: 1) versatilidade (Veranderlichkeit): deslocamento do olhar (Verdrehung), ancoragem sobre um objeto (Verankern), perversão propriamente dita (Vertausschung); 2) recalque (Verdrängung); 3) foraclusão (Verwerfung); 4) psicose perversiva; 5) pseudo-psicose (Verweissung).

Anexo: Outros Esquemas



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