SEMINÁRIOS E FALATÓRIOS

Introdução à Transformática

Resumo

Local: Forum de Ciência e Cultura (UFRJ)
Situação: Texto em preparação

Resumo

Transformática é a psicanálise pensada como uma teoria genérica da comunicação. MD Magno introduziu esta concepção em 1996 e, no presente Seminário, vai desenvolvê-la no sentido de, reciprocamente, definir o campo da comunicação como o campo da psicanálise.

Neste segundo tempo, considera-se a teoria da comunicação como aparelho clínico (geral) da Nova Psicanálise. A Transformática assim colocada diz respeito à trans-formação, ao tipo de transa que existe entre as formações e que comove nosso tipo especí­fico de formação, aqui chamada (não de humana, mas) de Idiofor­mação. Então, que tipo de transa entre forma­ções é concebível, quando se inclui uma Idiofor­mação? Uma teoria genérica da comu­nicação é, portanto, o mapeamento da imensa quan­tidade de formações resultante da transa entre formações conside­radas por Idioformações.

Algumas conseqüências já se extraem: a exigência de um lugar de articulação que amplie a noção de Mente, dispensando o conceito de sujeito e demonstrando sua redução a ego; a proposição do estatuto ad-jetivo das formações, avançando num sentido pragmático novo para o conhecimento; a sustentação do absoluto valor de uso das formações como postura adequada da clínica. Como campo genérico das comu­ni­cações e da produção de conhecimento, trata-se, portanto, da Clínica Geral das Formações do Haver.

Destaca-se ainda a temática da melancolia que, situada a partir da hybrisexcessiva que é a pulsão freudiana, permite abordar ou retomar questões como o belo, o sublime, a patologia, o transe e a criação. Na perspectiva dos vetores sintomáticos, o autor examina a situação contemporânea do saber e da cultura, demonstrando suas vertentes estacionárias e reativas, insistindo na função progressiva e indiferenciante que a psicanálise pode aí promover.

Este livro documenta o fim da forma Seminário como modo de exposição que MD Magno iniciara há duas décadas, e anuncia a psicanálise NOVAmente. A continuidade dessa obra se desenvolve agora em seus Falatórios.


Sumário

1 – 19 Mar: Introdução 
Psicanálise como teoria genérica da comunicação – Transformática: entendimento da transa entre formações no regime das Idioformações – Considerações sobre as teorias da comunicação a partir das noções de consenso e ruído – Para a psicanálise transa entre formações faz consenso e ruído – Regime originário de comunicação é silêncio absoluto e incomunicabilidade – Hiperdeterminação constitui Vínculo Absoluto – Introdução à questão da melancolia.

Primeira Parte: Invocações de Saturno

2 – 26 Mar: Melancolias
Descrições da melancolia – Melancolia situada a partir do excessivo (hybris) – Distinção entreluto e melancolia – Diferença vetorial entre lucidez e melancolia – Lucidez: a morte não há.

3 – 14 Mai: Da sublime hação
Apresentação vetorial da questão do Belo e do Sublime no Revirão – Movimento de aproximação da hiperdeterminação é sublimação – Todo movimento vetorial é sublimatório – Discussão sobre a noção de borderline.

4 – 21 Mai: Para que há preces?
Investigação sobre hipnose, enfeitiçamento e transe, e sua articulação sintomática – Movimento pulsional como suposição de transcendência impõe transe – Problema da distinção entre transe místico e religioso – Todo ato no sentido da hiperdeterminação pode ser chamado de prece – Valor de prece da análise – Apresentação do poema Para que há preces.

5 – 28 Mai: Interlúdio distintivo
Esclarecimentos sobre algumas posições da Nova Psicanálise – Redução da noção de sujeito a ego e proposição do conceito de Idioformação – Eliminação da distinção sujeito/objeto e proposição do estatuto ad-jetivo das formações – Conhecimento é o que resulta da transa entre formações – Vínculos se organizam a partir da dinâmica do recalque sob movimento da pulsão – Inconsciente é o que se passa entre Haver e não-Haver – Movimento excessivo da pulsão elimina noção de falta – Homogeneidade do Haver x alteridade – Absoluto valor de uso das formações como sua disponibilidade radical – Considerações sobre a ordem combinatória da criatividade e a ordem da criação.

6 – 04 Jun: Interlúdio distintivo (continuação)
Análise da situação contemporânea do saber e da cultura – Discernimento de quatro posturas no pensamento: convencidos, cínicos, envergonhados e propositivos – Posição propositiva da Nova Psicanálise – Postura de sustentação de um aparelho teórico garante sua validade – Razões de sustentação da Nova Psicanálise – Arreligião como postura propositiva da psicanálise.

7 – 18 Jun: Nada a declarar
Perguntas e respostas sobre: querer, desejo e vontade; consciente/inconsciente; critérios de distinção entre formações; recalque e hiper-recalque; morfose e psicose; transe.

8 – 02 Jul: Vinculações
Exame do livro São Paulo: a fundação do universalismo, de Alain Badiou – Palavra de Cristo como acontecimento exemplar para a militância paulina – Para a Nova Psicanálise leitura de Badiou é regressão aos fundamentos do Terceiro Império – Freud é exemplaridade para fundação de Quarto Império – Hiper-recalque como base de qualquer proposição teórica – Vínculos necessários segundo Badiou: convicção (fé), certeza (esperança) e amor (caridade) – Consideração do Vínculo Absoluto como regente de qualquer vinculação: voto, persistência e cuidado com vinculações – Referências sintomáticas de Terceiro e Quarto Impérios.

9 – 17 Set: O fim, NOVAmente
Comentário sobre Pequeno manual de inestética, de Alain Badiou – Razões de MD Magno para o encerramento da forma Seminário – Anúncio do NOVAmente.



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