SEMINÁRIOS E FALATÓRIOS

Escólios

Resumo

Local: Sede do CFRJ
Situação: Parcialmente publicado em REVIRÃO: Revista da Prática Freudiana, n° 1. Aoutra editora, RJ, jul. 1985.

Resumo

Retomam-se os pontos que vêm sendo tratados desde o início dos Seminários, sobretudo a partir de 1982 quando foi introduzido o conceito de Revirão. Questões postas pela Genética, pela Física e pela Astrofísica são correlacionadas com o percurso realizado dentro da teoria psicanalítica e que serão sistematizadas no Seminário de 1986 sobre o Pleroma. Mas este se demonstra um Seminário tumultuado. Dele, diz o autor, na Introdução:

"Era para ser o Seminário do primeiro semestre de oitenta e quatro. Duas seções se realizaram pertinentes. Houve surdez demais e esforço para olvido em quanto matraqueio impertinente. Parasse eu por ali, fosse tratar de outro, a caso: "suppose we change the subject?" - como responde a lebre louca de cio para Alice nada ciosa. Do que sobrou, quer dizer, do que me foi laxado, ajunto agora - e deixo como está para ver como é que fica. Sabe-se bem que isso passa, mas retorna.

O título é Escólios - que se explica como épura de uma década de lida com a questão do sujeito freudiano. O que se pode subtitular como Os Quatro Estádios da Matéria ou Os Quatro Estados de Espírito - com o que vou tentar tergiversar a respeito de Real, Simbólico, Imaginário e Sintoma, bem como a respeito de Neurose, Psicose, Perversão e... um quarto termo que nomearei para vocês como Malandragem, de que tratarei só depois, se me deixarem.

Em tudo isto, o que estará em jogo é a questão do significante (mesmo o dito "natural") com o seu aspirante significado, bem como, no plano metafórico, a questão do sim-ignificante, que queima numa clareira que faz fu(tu)ro".

Potiguara Mendes Silveira Junior


Sumário

Moto Perpétuo

Escólios: Escolhos – Analistas como “profissionais autônomos da faxina” – Tradicção: “Retorno, logo sigo” – Um caso de moto perpétuo: Escher – Reconsideração da noção freudiana deWiederholungswang – Revirão como única Revolução (Sexual) – Real: ponto neutro que atrai os opostos da bifidade em dissimetria perene – Crítica ao didatismo dos Seminários 82/83: não há neutralidade inicial, mas perpétuo retorno – “Maquininha do Moto Perpétuo”: Real (neutralidade fracassada), Simbólico (força explosiva), Imaginário (força implosiva), Sintoma (coágulo decepcionante).

Furo Secreto

Conjeturas sobre a idéia do perene retorno: buraco negro/buraco branco, implosão/explosão – “Estamos condenados a haver” – Não haver é conjetura de uma impossível negação radical – Só há negação dentro de haver – Falo é significante de haver – Aproximações com a Física e a Biologia contemporâneas – Proposição de um mito cosmogônico a partir do Revirão – Emergência de estações sintomáticas dentro do haver – Repetição do modo de operação do haver em um de seus elementos – Emergência da produção artificiosa do Simbólico – Produção artificiosa da sexualidade: terceiro sexo ou sexo neutro – O Inconsciente, como “hiper-espaço”, é o lugar onde a temporalidade não comparece – Conceito freudiano de nachträglich (só-depois) – “A Psicanálise só existe como reinvenção perene”.



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